Ilhéus: Mulher cria perfil falso em rede social e sequestra argentino

Um argentino de 66 anos ficou mais de duas semanas em cárcere privado

Por - 25/04/2012 21h10 Imprimir


Um argentino de 66 anos ficou mais de duas semanas em cárcere privado no sul do Bahia vítima de um crime conhecido como “golpe da princesa”. Segundo a polícia, o homem conheceu uma mulher pela internet que se dizia viúva, rica e carente e, atraído, viajou da Argentina para a Bahia para encontrar a moça. 

Na tarde desta quarta-feira (25), ele deve retornar à Florencio Valeria, a 24 km de Buenos Aires, de acordo com o delegado Irineu Andrade, coordenador da Polícia Civil da cidade. A suspeita de aplicar o golpe foi presa na segunda-feira (23) e responderá por cárcere privado e extorsão.

Ela é uma dona de casa de 56 anos, que, na internet, forjou a identidade com fotos de outra mulher, informa a polícia.O argentino relata que, quando chegou ao Brasil, através do aeroporto de Ilhéus, percebeu que caiu em um golpe. A suspeita tomou os documentos e o dinheiro dele e o manteve preso dentro de casa, no município de Barro Preto, durante 16 dias. “Estava comendo o necessário e não podia falar no telefone”, afirmou o argentino. Já a suspeita negou que tivesse enganado a vítima. “Eu não atraí ele [o argentino], ao contrário, ele que tentou me sequestrar”, disse a dona de casa.

Para a polícia, o argentino não foi a única vítima da dona de casa. “Ela [a suspeita] se passava na internet por Susane Smith e Maria de Lourdes Cano, e a gente [a polícia] vai aprofundar a investigação nesse sentido, para ver se identifica essas outras vítimas que, com certeza, passaram pelas mãos dela. Nós já temos prova, inclusive, de que ela esteve com outros dois argentinos no início deste ano”, disse Irineu Andrade, coordenador da Polícia Civil em Ilhéus. Segundo a Polícia Civil, a dona de casa agia sozinha e o argentino não conseguiu fugir porque ela fazia "terrorismo psicológico". De acordo com a polícia, a suspeita dizia à vítima que ele estava no país de modo ilegal e que a polícia era muito violenta. A polícia só soube do caso depois que a família da vítima acionou a Interpol logo após a suspeita fazer contato exigindo dinheiro. 

 



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